Há muitas fontes de proteína. Ovos, carne, caseína e a proteína da soja são bastante comuns. Mas quando os verdadeiros atletas e fisiculturistas procuram uma retenção de nitrogênio ótima, não há nada melhor do que o soro de leite.
As pesquisas indicam que para que o balanço nitrogenado dos atletas de resistência e força se mantenha positivo há a necessidade de ingerir até 2,0 g de proteína por kg de peso corporal por dia. Esse consumo extra de proteína pode causar estresse metabólico aos órgãos, a menos que a fonte protéica possua um alto Valor Biológico (VB). Quanto maior for esse valor, melhor. E a proteína do soro de leite possui o melhor valor biológico de todas as outras proteínas.
Em princípio, o valor biológico mede a qualidade de uma proteína ao comparar as concentrações do nitrogênio corporal absorvido da ingestão com aquelas resultantes da digestão. A elevada classificação do valor do soro do leite reflete a sua fácil digestão e excelente eficiência metabólica.
Assim como o VB, a Relação da Eficiência Protéica (PER) mede a qualidade da proteína ao avaliar o grau de eficiência da utilização da proteína pelo organismo. A PER da proteína do soro de leite é muito maior que a das demais fontes protéicas.
VB e PER de proteínas selecionadas
Proteína |
VB |
PER |
soro de leite |
130 |
3,4 |
clara do ovo |
88 |
2,5 |
leite |
85 |
2,7 |
soja |
59 |
2,0 |
milho |
33 |
1,2 |
A proteína do soro de leite também tem a mais alta classificação de acordo com o PDCAAS, um sistema de pontuação que mede a qualidade da proteína baseado nas necessidades de aminoácidos do organismo. A sigla PDCAAS significa o escore dos aminoácidos corrigidos pela digestibilidade da proteína e, como tal, avalia o perfil dos aminoácidos essenciais da proteína, a composição nitrogenada e a sua digestibilidade verdadeira. De acordo com o PDCAAS, ao contrário das proteínas de origem vegetal, não há deficiência de aminoácidos essenciais na proteína do soro de leite, o que mantém íntegra a sua qualidade. O que há é um excesso deles!
PDCAAS de proteínas importantes
Fonte protéica |
Escore PDCAAS |
Proteínas isoladas do soro de leite |
1,14 |
Caseína |
1,00 |
Proteínas isoladas de leite |
1,00 |
Proteínas isoladas da soja |
1,00 |
Clara de ovo em pó |
1,00 |
Carne moída |
1,00 |
Lentilhas enlatadas |
0,52 |
Farinha de amendoim |
0,52 |
Glúten de trigo |
0,25 |
De fato, a proteína do soro de leite contém a maior concentração de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs) disponível de todas as outras fontes protéicas dos alimentos naturais: ~26%! Isso inclui a leucina, a isoleucina e a valina. Há resultados que sugerem que quanto maior for a quantidade consumida de BCAAs, melhor será a preservação da massa muscular durante e depois do exercício. Acredita-se também que os BCAAs retardam a fadiga, assim você pode treinar mais intensamente por mais tempo. E para aquele exercício exaustivo, os dados sugerem que os BCAAs podem auxiliá-lo na sua recuperação e revitalização.
O soro do leite é também uma fonte rica em aminoácidos. Entre eles encontramos a arginina e lisina, que podem estimular os hormônios do crescimento e levar ao aumento da massa muscular e à redução da gordura corporal. Além disso, seu cálcio biodisponível pode reduzir faturas por estresse e evitar a perda de ossos em atletas femininas com baixos níveis de estrógeno.
Finalmente, fisiculturistas, prestem atenção: o soro de leite é um anabolizante protéico de qualidade superior. Entra rapidamente na circulação sanguínea e alcança os músculos mais rapidamente que outras fontes protéicas, permitindo o crescimento antecipado do tecido muscular.
Por que o soro do leite? E por que não?
Para se tornar num consumidor bem informado sobre o mercado da proteína do soro do leite, consulte as diversas técnicas de processamento do soro do leite na seção A ciência do soro de leite.
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